Ausências

Ausências (1)A ausência de água me fez perceber outras ausências. Abrir a torneira e não achar nada, de repente me fez perceber que há outras ausências importantes: amizades sinceras, amigos e amigas do peito, abraços fraternos, carinho de vó, bolinho de chuva, cheiro de café, sombra de árvores. Como tem coisas que somem de nossa vida tão tecnológica, tão corrida, tão cheia de redes, tão cheia de nós, apertados nós. Nós que ficamos bem na foto e ruins em tantas outras coisas, ausentamos em vidas importantes em nome de quê, mesmo? Os mil amigos não vieram na hora da dor? Vieram alguns, os de perto, e os do peito? Ausências que a falta de água faz lembrar. Por que tem coisas fundamentais como água. Amizades sinceras, amigos e amigas do peito, abraços fraternos, carinho de vó, bolinho de chuva, cheiro de café e sombra de árvores.

Ricardo Corrêa

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Coco Chanel

Desenho Chanel

“Vista-se mal e notarão o vestido.; vista-se bem e notarão a mulher.”

Ontem, 19 de Agosto, seria o 131º aniversário de  Gabrielle Bonheur Chanel. Uma das estilistas mais conhecidas e influentes do mundo, Chanel deixou marcas eternas como o pretinho básico, os blazers e cardigãs femininos, as calças femininas, as pérolas e claro, o Chanel Nº 5.

Fica aqui minha pequena homenagem à esta mulher inspiradora!

PS: o desenho não ficou muito bom porque foi feito em 1 hora, para que conseguisse postar hoje, e é a primeira vez que desenho em papel preto. Tudo isso porque eu descobri que era aniversário dela já no fim da tarde de ontem :/ . Os próximos serão melhores!

Chovendo no Molhado

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“Já ouviu dizer que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar? E que os cientistas comprovam  que cai, cai sim? Pois é… Na nossa vida também acontece de o ‘raio’ cair mais de uma vez. E é engraçado que a gente sempre fica com aquela sensação de que ‘isso não podia acontecer agora’ ou ‘de novo, isso só acontece comigo!’. Então, passamos de novo por toda aquela época de dificuldades, problemas, obstáculos, encheção de saco, etc. Parece que não vai acabar nunca. Mas, como a chuva e a queda de raios tem uma hora ou dia ou época que acaba, outro ciclo começa. Muitas vezes ficamos felizes em nossas zonas de conforto, assistindo de camarote, surfando na crista da onda, curtindo de montão. Nem nos damos conta de que pode mudar. E muda. Aí a casa cai, ou o raio cai. Existe um termo utilizado em física e mecânica que é resiliência, ou seja, a capacidade de um material sofrer tensão sem se deformar, retornando ao seu estado normal depois de cessada a tensão. É como uma mola. Quando entramos na zona do desconforto, precisamos agir como a mola, seja esticando seja encolhendo, assimilando a tensão sem deixar que ela nos modifique a ponto de não voltarmos a ser o que éramos antes da tensão. Como o bambu na ventania que verga, mas não quebra. Por quanto tempo? Nunca saberemos no durante. A gente só percebe que acabou depois que acabou. E aí voltamos ao que éramos?! Nem sempre… Às vezes, a tensão foi maior que a nossa elasticidade, e o estrago está feito. Mas, outras vezes, essa ‘quebra’ nos faz melhor, mais adaptados ao novo tempo. Outras aptidões serão melhoradas e teremos que renovar nossas atitudes e conceitos. Então, um novo ciclo começa e a nossa busca passa a ser a de uma nova zona de conforto. A vida é curta. Curta a vida.”

Ricardo Corrêa.

Foto: StudioRGB

Cinza, nem preto nem branco

Arte ComTexto. Esta nova categoria em parceria com meu pai vai trazer sempre um texto com uma ilustração, pintura ou qualquer outra arte que represente o tema escolhido.

Desenho Texto (2)

“Antagônico ou complementar? Yin ou Yang? Dia ou noite? Adulto ou criança? Porque a vida é feita de dualidades. Sempre, tudo tem seu par, ou seu ímpar. Ah! Vou procurar coisas que não se enquadram nisso… Ok! Procure e vai achar, com certeza, mas sabe aquela agonia que bate de vez em quando, na hora da escolha: é isso ou é aquilo? Hã?!

Viver a aborrecência pode ser chato, doído, horrível mesmo. Viver a adolescência pode ser alegre, divertido, feliz mesmo. Cabe escolher. Ah! Mas quantas mudanças em tão pouco tempo, saco… Agora não dá pra fazer as coisas de adulto porque não pode e as de crianças, ficou louco?! Já não sou mais criança!! Pois é. Hormônios. Aos milhões. Explodindo em espinhas, pelos, roupas que não servem, sutiãs que apertam, olhares sensualizados…

Complicado, né? É, mas passa. Agora que pai e mãe, ou pais, ou mães, enfim, quem dava ordens, passa a encontrar mais resistência em nossa obediência, chegou a vez de encarar as tais responsabilidades da vida adulta. Ué, mas ainda não sou adulto?! Não é, mas vai ser! E pode escolher entre ser ou ser feito pelos outros… Como assim? Assim. Assumindo mais o próprio caminho. Aprendendo com os outros e com a própria experiência. Prestando atenção ao mundo que te rodeia, e como pode deixa-lo melhor, não só pra você, afinal, você não é dono ou dona do mundo, ou é? Percebeu? Tem mais gente à sua volta. Que acorda horrível igual à você, com aquela vontade gigantesca de continuar na cama. Mas que, logo depois, já exibe um lindo sorriso metálico, ops!, ou não, mas sempre um lindo sorriso.

É isso. Levantar todos os dias e aceitar as mudanças da natureza, que não dá saltos, mas que também não para pra descansar, não. Encarar as mudanças no seu corpo como naturais, porque são naturais. Encarar os desafios como desafios: experiências que vão enriquecer seus conhecimentos, sua conta no banco, sua lista de conquistas, seja o que for. Não se esqueça que muitas vezes vai dar errado. Ih! Ferrou. É assim mesmo. Viva. Aproveite essa fase inesquecível e curta, curta bastante. Ela não dura muito.”

Ricardo Corrêa.